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domingo, 1 de abril de 2012

Aleister Crowley, O Mago

Edward Alexander Crowley (ou Aleister Crowley, como ficou mundialmente conhecido), nasceu na Inglaterra em 12 de outubro de 1875; teve uma educação esmerada em Cambridge e pretendia seguir a carreira diplomática por influência de seu tio. Todos os elementos para uma vida prosaica, tranqüila e feliz se faziam presentes. Mas Crowley sonhou algo totalmente diferente. Seus interesses dirigiram-se para o alpinismo e xadrez, mas acima de tudo para a magia, que se tornou o grande objetivo de sua vida.

   Ele foi o co-fundador da A∴A∴ (Astrum Argentum) e eventualmente um líder da Ordo Templi Orientis, e é conhecido hoje em dia por seus escritos sobre magia, especialmente o Livro da Lei, o texto sagrado e central da Thelema, apesar de ter escrito sobre outros assuntos esotéricos como magia cerimonial e a cabala.

   Em muita de suas façanhas ele "iria contra os valores morais e religiosos do seu tempo", defendendo o libertarianismo baseado em sua regra de "Faz o que tu queres". Por causa disso, ele ganhou larga notoriedade em sua vida, e foi declarado pela imprensa do tempo como "O homem mais perverso do mundo".

   Ambos seus pais eram da Irmandade Reservada, uma facção mais conservadora de uma denominação Cristã conhecida como Irmãos de Plymouth, e seu pai costumava ser um missionário. Deste modo o jovem Crowley foi criado para ser um Irmão Plymouth, sujeito a leitura diária de um capítulo da Bíblia.

   Em 1880, uma irmã, Grace Mary Elizabeth, nasceu mas sobreviveu apenas cinco horas. Crowley foi levado para ver o corpo, em suas próprias palavras em As Confissões de Aleister Crowley, o qual escreveu em terceira pessoa:

   "O incidente criou uma curiosa impressão nele. Ele não entendia o porque de ser perturbado tão inutilmente. Ele não poderia fazer nada; a criança estava morta; aquilo não era de sua conta. Essa atitude continuou com o passar de sua vida. Ele nunca vistara outro funeral a não ser o do próprio pai, que ele não se importou em fazer, pois sentiu que ele na verdade era o centro de interesse."

   Em 1887, quando Crowley tinha apenas onze anos de idade, seu pai morreu de um câncer na língua. Ele iria mais tarde descrever isso como um ponto decisivo em sua vida. Ele se tornou continuamente cético sobre o Cristianismo, e foi contra a moralidade Cristã da qual foi ensinado.

   Em 1898, Crowley encontrou o químico Julian L. Baker, e os dois começaram a falar sobre seus interesses em comum sobre alquimia. No seu retorno a Inglaterra, Baker apresentou Crowley a George Cecil Jones, um membro da sociedade oculta conhecida como Ordem Hermética da Aurora Dourada. Crowley foi posteriormente iniciado na "Ordem Externa" da Aurora Dourada, no dia 18 de novembro de 1898, pelo líder do grupo, S. L. MacGregor Mathers. A cerimônia foi realizada no Salão de Mark Mason em Londres, onde Crowley aceitou seu lema e seu nome mágico de Frater Perdurabo, significando "Eu devo resistir até o fim."

   Entretanto, uma dissidência havia sido desenvolvida ao redor da Aurora Dourada, com MacGregor Mathers sendo deposto por um grupo de membros que estavam infelizes com seu regime autocrático. Crowley tinha inicialmente contatado esse grupo pedindo para ser iniciado em ordens superiores da Aurora Dourada, mas eles negaram a ele. Imperturbado, ele foi a MacGregor Mathers, que por uma grande quantia iniciou ele na Segunda Ordem. Agora leal a Mathers, ele tentou ajudar a interromper a rebelião, e sem sucesso tentou tomar o espaço de um local conhecido como a Abóbada de Rosenkreutz dos rebeldes.

   Nesta época, Crowley estava viajando o mundo. Em março e abril ele estava no Cairo, Egito, em companhia de sua esposa, Rose Kelly. O casal se entregava às alegrias da viagem de núpcias, mas nem por isso Crowley deixava de ser um Mago. Ele faz uma invocação de elementais do ar para sua jovem esposa, e qual não foi a sua surpresa, ao invés dos silfos a mulher começa a balbuciar: Hórus falava através dela.

   O deus prescreve então uma série de detalhes para um ritual de invocação, o resultado deste Ritual se da nos
dias 8, 9 e 10 de abril, nos quais Crowley recebe o Livro da Lei, um poderoso Grimório de instruções mágicas, a Lei da era de Aquário. Crowley se choca com o conteúdo do Livro, mas a força das revelações lá contidas, influenciando eventos históricos de magnitude gigantesca (Primeira e Segunda guerras mundiais, por exemplo), deixou fora de dúvida a veracidade, beleza e poder do Livro da Lei.

   Ditado por uma entidade de nome Aiwaz (que mais tarde Crowley associou a seu Eu superior). Nele, a Lei da nova era é sintetizada na frase "Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei", e tem como contraponto e complemento "Amor é a lei, amor sob Vontade". Facilmente poderíamos imaginar um paraíso da libertinagem, mas a vasta obra de Crowley nos mostra que liberdade sim, mas com conhecimento, em suas próprias palavras:
"O tolo bebe, e se embebeda:
o covarde não bebe. 
O homem sábio, bravo e livre, bebe, e dá glórias ao Mais Alto Deus."

   Crowley criou uma série de potentes rituais para se autoconhecer e travar contato com inúmeras entidades; Deuses, Anjos e Demônios, sem falar em uma gama de símbolos de Poder e palavras de passe.

   Através destes Rituais, as pessoas entram em um novo universo (na verdade os abismos e alturas de seu próprio ser). Um bom exemplo é um Ritual chamado a Marca da Besta, uma alusão à marca recebida por Caim. Este ritual traz as energias do Novo Aeon ao praticante, quebrando uma série de condicionamentos e preenchendo-o com a energia dos quatro elementos encimados pelo Espírito. Um portal é aberto, um portal para a vida.


   Seus últimos anos, a partir de 1945, são vividos em Hastings, onde uma série de novos discípulos continuam recebendo instruções. E assim Kenneth Grant, John Symonds, Grady McMurty, conhecem-no. Desta época, vem sua última obra, consistindo numa coletânea de cartas dirigidas a uma jovem discípula, que foram publicadas bem mais tarde, após a sua morte, como Magick Without Tears.

   No primeiro dia de dezembro de 1947, aos 72 anos, Aleister Crowley, serenamente segundo alguns, exultante segundo outros, e ainda perplexo, segundo terceiros, falece, vítima de bronquite crônica e complicações cardíacas.

   Quatro dias depois, no crematório de Brighton, é realizada a cerimônia que ficou conhecida como "O Último Ritual" com a leitura de trechos da Missa Gnóstica, e de seu famoso Hino, a Pã.

   Em 2002, uma enquete da BBC descrevia Crowley como sendo o 73º maior britânico de todos os tempos, por influenciar e ser referenciado por numerosos escritores, músicos e cineastas, incluindo Jimmy Page, Alan Moore, Bruce Dickinson, Ozzy Osbourne, Raul Seixas, Marilyn Manson e Kenneth Anger. Ele também foi citado como influência principal de muitos grupos esotéricos e de individuais na posterioridade, incluindo figuras como Kenneth Grant e Gerald Gardner.

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sábado, 3 de setembro de 2011

Eras Astrológicas

   Durante o tempo das diferentes Eras, os sucessos humanos tomam o curso das características do signo da constelação em que estão estacionados.

   Uma Era Astrológica é um período de tempo que corresponde ao deslocamento de 30° graus do eixo terrestre devido ao fenômeno que conhecemos por Precessão dos Equinócios, equivalente a um mês do Ano Platônico ou cilco equinocial, isto é, o período que a precessão da Terra demora para dar uma volta completa no zodíaco, o que ocorre aproximadamente a cada 26000 anos.

   A duração de cada era está relacionada com o tempo em que esta precessão equinocial tem sobre determinada constelação segundo o seu tamanho, pois não são regulares. Em geral cada era dura em torno de 2000 a 2300 anos, porém há constelações muito maiores como a de Virgem, por exemplo, na qual uma era duraria aproximadamente 3000 anos.


FASES DOS CICLOS:

   O Grande Ano Platônico de quase 26000 anos é na realidade, dentro de sua analogia obviamente, como um ano normal de 365 dias. Tem as mesmas fases análogas, estações, solstícios e equinócios.
O "Ano Ciclo" existe em escalas, em formas miscroscósmicas e em formas macrocósmicas, existe o Ano Tropical ou Ciclo Anual que marca o tempo de 365 dias onde o sol se move em aparência e marcam-se o tempo e ao final parece voltar para o mesmo ponto, existe também o Ciclo Diário, ou seja, o dia onde o sol se move em aparência ao redor da terra em 24 horas.
Nós realmente estamos rodeados de ciclos e ciclos dentro de ciclos. Inclusive existem ciclos maiores ao Ano Platônico; o Ano Galático que é o ciclo completo de nosso sistema solar ao redor da galáxia, o que ocorre entre 220 e 250 milhões de anos.

   Um ciclo consiste em quatro fases principais que afetam a evolução da consciência.
O Grande Ano Platônico não escapa a essa lei e manifesta as mesmas fases, o marcador é o Centro Galático que é como um sol maior. O Centro Galático nasce na Era de Leão, cresce na Era de Touro, esplendoreia-se na Era de Aquário e diminui na Era de Escorpião.

   Do signo de Câncer até Virgem é o nascimento da consciência, de Libra a Sargitário é o crescimento da consciência à planos superiores, posteriormente a consciência do espírito é plena e madura em Capricórnio até Peixes. Em Áries o espírito morre e encarna na materia novamente e sua consciência adormece ao vincular-se com seu crescimento material passando involucionariamente por Touro e Gêmeos.
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Leia também:

* A Era de Aquário

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

São Lúcifer

   Lúcifer de Cagliari ou Lúcifer Calatariano foi um Obsipo de Cagliari, na Sardenha, Itália. Viveu entre os princípios do século IV até por volta do ano 370 d.C. 

   Sua primeira aparição na história eclesiástica foi em 354 d.C. quando foi enviado pelo Papa Libério para solicitar ao imperador Constancio II para que o mesmo convocasse um concílio para tratar das acusações contra São Atanasio e sua prévia condenação. Este concílio foi realizado em Milão. Lúcifer defendeu ao Obispo de Alexandria (São Atanasio) com tanta paixão e em um tom de voz violento, que deu aos adversários do grande alexandrino um pretexto para o ressentimento e mais violência e assim causando uma nova condenação a Atanasio. Constâncio II, pouco acostumado à independencia dos Obispos maltratou ferozmente Lucifer e seu colega Eusébio de Vercelli. Lucifer foi então enviado exilado para a Siria e depois para a Palestina.

   Enquanto estava no exilio Lucifer escreveu uma carta intitulada "Ad Constantium Augustum pro sancto Athanasio libri", uma eloquente defesa da igreja ortodoxa, mas com uma linguagem tão exagerada que passou dos limites e do propósito ao qual deveria servir.

   Após a morte de Constâncio II em 361 d.C., Juliano o Apóstata permitiu a todos os exilados que voltassem às suas cidades. Lucifer foi então à Antióquia e de imediato se informou das divergências que dividiam o partido católico. Ele então se opôs ao obispo Melécio de Antióquia que passou a aceitar o Credo de Nicéia. Embora Melécio tivesse o apoio de muitos proponentes da teologia de Niceia em Antioquia, Lúcifer apoiou o partido Eustatiano, que tinha se mantido firme no credo de Niceia, e prolongou assim o cisma entre os melecianos e os eustatianos ao consagrar, sem licença prévia, um certo Paulino como bispo. Feito isso, ele retornou à Cagliari onde, formou uma pequena seita chamada "Os Luciferianos". 

   Esta seita pregava que todos os sacedotes que perteciam ao arianismo deveriam ser privados de sua dignidade, e que deviam ser excomungados os obispos que reconheciam os direitos dos hereges arrependidos. Ao encontrarem forte oposição, os luciferianos delegaram dois sacerdotes; Marcelino e Faustino, para apresentar uma petição, conhecida como "Libellus precum", ao imperador Teodosio, explicando suas queixas e reclamando proteção. O imperador então proibiu que os perseguissem. 

   Após morte de Lucifer, os luciferianos foram liderados pelo seu principal discípulo, São Gregório de Elvira.


LUCIFER COMO SANTO

   Uma capela na Catedral de Cagliari é dedicada à São Lucifer. Mas seu status como santo é tema de controvérsias.

   Jonh Henry cita em seu livro "Dictionary of Sects, Heresies, Ecclesiastical Parties, and Schools of Religious Thought":

   "A igreja de Cagliari celebrou a festa de um São Lúcifer em 20 de maio. Dois arcebispos da Sardenha escreveram contra e à favor da santidade de Lúcifer. A congregação da Inquisição impôs silêncio em ambas as partes e decretou que a veneração de Lúcifer deveria permanecer como está. Os Bolandistas defenderam este decreto da congregação... alegando que o Lúcifer em questão não é o autor do cisma, mas outro que teria sofrido martírio na perseguição dos vândalos"
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Goetia (Ars Goetia)

   Goetia ou Ars Goetia, trata-se do primeiro grimório do século VXII, A Chave Menor de Salomão. Muito desse texto, entretanto, apareceu mais cedo, por volta do século XIV. A Goetia se baseia na tradição judaico-cristã na qual o rei Salomão de Israel fora presenteado com um sistema que lhe dava poder e controle sobre os principais demônios da Terra e todos os espíritos menores governados por eles. Assim, Salomão, e depois seus discípulos, teriam poderes sobrenaturais, como invisibilidade, sabedoria sobre-humana e visões do passado e futuro.

   A Goetia contém a descrição dos 72 demônios, os quais Salomão teria invocado e confinado em um recipiente de bronze selado por símbolos mágicos, assim obrigando os demônios a trabalharem para ele.
Segue abaixo a lista dos 72 demônios descritos em A Chave Menor de Salomão:

1. Baal 

2. Agares;
3. Vassago;
4. Samigina;
5. Marbas;
6. Valefor;
7. Amon;
8. Barbatos;
9. Paimon;
10. Buer;
11. Gusion;
12. Sitri;
13. Beleth;
14. Leraie;
15. Aligos;
16. Zepar;
17. Botis;
18. Bathin;
19. Saleos;
20. Pierson;
21. Marax;
22. Ipos;
23. Aym;
24. Neberius;
25. Glasya-Labolas;
26. Bune;
27. Ronove;
28. Berith;
29. Astaroth;
30. Forneus;
31. Foras;
32. Asmoday;
 
33. Gaap;
34. Furtur;
35. Marchosias;
36. Stolas;
37. Phenex;
38. Halphas;
39. Malphas;
40. Raum;
41. Focalor;
42. Vepar;
43. Sabnock;
44. Shax;
45. Vine;
46. Bifrons;
47. Vual;
48. Hagenti;
49. Crocell;
50. Furcas;
51. Balam;
52. Alloces;
53. Camio;
54. Murmur;
55. Orobas;
56. Gremory;
57. Ose;
58. Amy;
59. Orias;
60. Vapula;
61. Zagan;
62. Valac;
 
63. Andras;
64. Haures;
65. Andrealphus;
66. Cimejes
67. Amdusias;
68. Belial;
69. Decarabia;
70. Seere;
71. Dantalion;
72. Andromalius;


   O sistema de invocação é simples, embora construído de uma maneira a impressionar os participantes. Entre seus elementos mínimos temos:, A Varinha, O Círculo, o Triângulo, o Selo, o Hexagrama e o Pentagrama.

   A Varinha serve como instrumento coordenador expressando a
vontade do ocultista. O Círculo é traçado no chão e tem o propósito de proteger o mago.
O Triângulo é o espaço dentro do qual o espírito goético é invocado e confinado.
O Selo é individualizado para cada um dos 72 espíritos e supostamente serve de conexão entre o mundo físico e o espiritual. O Pentagrama e o Hexagrama por fim, são amuletos de proteção.
 
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sábado, 5 de março de 2011

O Evangelho de Judas


   O Evangelho de Judas foi escrito provavelmente durante o século II. O mesmo estava desaparecido, mas durante a década de 1970 foi encontrado no Egito um códice cóptico (supostamente trauduzido do grego original) no qual se encontra um texto que parece corresponder ao Evangelho de Judas mencionado na literatura cristã primitiva. Em 2006 a organização National Geographic Society fez público seu trabalho de restauração e tradução do manuscrito. Também nesse mesmo ano elaborou um documentário "The Gospel of Judas" (O Evangelho de Judas).

   No texto é feita uma valorização positiva a cerca do apóstolo Judas Iscariotes, o qual nos 4 evangelhos canônicos (Marcos, Mateus, Lucas e João) é considerado como um traidor de Jesus. Segundo este evangelho gnóstico, Judas foi seu discípilo favorito, e se entregou seu mestre as autoridades romanas foi em cumprimento de um plano feito pelo próprio Jesus.

   Em 2007, após revisar o manuscrito original, a biblista April D. DeConick, professora da Rice University (EUA), desmente essa interpretação, que segundo ela, se baseia em uma interpretação mal feita.


O DESCOBRIMENTO

   A primeira referência moderna conhecida a respeito deste texto é de 1983, quando alguém propôs sua compra à Universidade Metodista do Sul e o especialista Stephen Emmel pode examiná-lo brevemente junto com outros manuscritos. Acredita-se que alguns camponeses egípcios da localidade de El Minya (cerca de 225km ao sul do Cairo) o descobriram em 1978.
O texto esteve guardado em um banco em Nova York desde 1984. Em 2002 foi adquirido pela Maecenas Foundation for Ancient Art, com sede em Basiléia, Suiça, e dirigida pelo advogado Mario Roberti. Esta fundação contratou a National Geographic Society para que restaurasse, datasse e traduzisse o manuscrito. Segundo o vice-presidente da instituição, Terry Garcia, o códice estava muito deteriorado e por pouco não havia virado pó.

   O professor Rudolf Kasser, da Universidade de Genebra, fez pública a existência do texto em uma conferência em Paris, em julho de 2004. No ano seguinte um portavoz da Maecenas Foundation anunciou sua tradução iminente ao inglês, francês e alemão.


O CONTEÚDO

   O texto do Evangelho de Judas é um relato de mais ou menos 250 linhas, que se encontra em um códice de 66 páginas, mais de um terço do qual é legível. Está escrito no dialeto sahídico do idioma cóptico, que é uma tradução do grego original. Mediante vários métodos, entre eles o do Carbono-14, o códice foi datado entre os anos 220 e 340.

   O papiro se encontra deteriorado: algumas partes do texto foram perdidas e outras se conservam apenas fragmentariamente. 26 das 66 páginas correspondem ao Evangelho de Judas. A parte que pôde ser traduzida começa indicando que se trata de revelações que Jesus fez a Judas Iscariotes, em conversas particulares, 3 dias antes da páscoa. Escrito em terceira pessoa, o texto é um diálogo entre Jesus e seus discípulos, especialmente Judas, que aparece como seu discípulo favorito. Segundo este evangelho, Judas entregou seu mestre aos romanos seguindo ordens do próprio Jesus, que profetizou: "Tu serás o decimoterceiro, e serás maldito por gerações, e virá para reinar sobre eles." (página 47 do manuscrito).

   O Jesus que é apresentado neste evangelho é casual, ri com frequência dos mal-entendidos dos demais discípulos e sua devoção superficial. A inversão da relação tradicional entre Jesus e Judas que é mostrada no texto é que Jesus lhe seria agradecido e o elogia: "Tu superarás a todos eles. Porque tu sacrificarás o homem que me cobre (...) A estrela que indica o caminho és tua estrela"

   Ao final, Judas "recebeu algum dinheiro e o entregou a eles". Jesus o agradece, já que prepara o momento em que ele (Jesus) ficará livre do corpo, o que lhe permite regressar ao "reino grande e ilimitado".

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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Projeto HAARP

   High Frequency Active Auroral Research Program É um programa ionosférico financiado pela Força Aérea e Marinha dos EUA, a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) e a Universidade do Alasca. Seu objetivo é estudar as propriedades da ionosfera e potenciar os avanços tecnológicos que permitam melhorar sua capacidade para favorecer as radiocomunicações e os sistemas de vigilância. 

   As atividades do programa se realizam na HAARP Research Station, uma instalação situada perto de Ganoka, no Alaska. 

   O principal dispositivo da Estação HAARP é o Instrumento de Investigação Ionosférica (IRI, pelas suas siglas em inglês), um potente radiotransmissor de alta freqüência que pode modificar as propriedades em uma zona limitada da ionosfera. Os processos que ocorrem na dita zona são analisados mediante outros instrumentos, tais como radares UHF, VHF e sinal digital, e magnetômetros de saturação e de indução. 

   A estação HAARP começou a funcionar em 1993. O IRI atual opera desde 2007. Até 2008. A HAARP havia gastado aproximadamente 250 milhões de dóllares, financiados com impostos para sua construção e custos operacionais. A estação HAARP se encontra perto de Gakona, Alaska. Ao oeste do Parque Nacional Wrangell-San Elias. 

   Depois de realizar um relatório sobre o impacto ambiental, foi-lhe permitido estabelecer ali uma rede de 180 antenas. A estação foi construída no mesmo lugar onde se encontravam instalações de radar sobre o horizonte, as quais albergam agora o centro de controle da estação, uma cozinha e várias oficinas. 

   Durante a investigação ionosférica, o sinal gerado pelo transmissor é enviado até as antenas, que o transmitem até o céu, a uma altitude entre 100 e 350 km, onde o sinal é parcialmente absorvido, concentrando-se em um volume de algumas centenas de metros de altura e dezenas de km de diâmetro. 

   A intensidade do sinal de alta frequência na ionosfera é dezenas de milhões de vezes menor que a radiação eletromagnética natural que chega a Terra diretamente do Sol, e centenas de vezes menor que as alterações aleatórias dos raios ultravioletas que mantém a ionosfera. Os efeitos produzidos pelo IRI podem ser vistos com os instrumentos científicos das instalações antes mencionadas, e a informação que se obtém é útil para entender a dinâmica do plasma e dos processos de interação entre a Terra e o Sol. 

   O primeiro IRI da estação tinha 18 antenas. Esta instalação demandava 360 kW de potencia e transmitia energia suficiente para as provas ionosféricas mais básicas. Em 1993 foram aumentados os números de antenas para 48, com uma potencia de 960 kW. Atualmente o IRI consta com 180 antenas, que requerem uma alimentação total de 3,6 MW. 


Potencial como Armas: 

O programa HAARP foi objeto de debates em meados dos anos 90, devido a suposição de que as antenas da estação poderiam ser usadas como armas. 

   Em Agosto de 2002 a tecnologia HAARP teve uma menção como tema crítico no parlamento russo. O parlamento elaborou um comunicado de imprensa sobre o HAARP, escrito por comitês de defesa e assuntos internacionais, firmado por 90 representantes e apresentados ao então presidente Vladimir Putin.
Conteúdo do comunicado: “Os EUA estão criando novas armas integrais de caráter geofísico que podem influenciar na toposfera com ondas de rádio de baixa freqüência... A importancia deste salto qualitativo é comparável a transição das armas brancas para as armas de fogo, ou das armas convencionais para as armas nucleares. Esse novo tipo de arma difere das de qualquer tipo conhecido em que a troposfera e seus componentes se convertem em objetos sobre os quais se pode influir.” 

   O Parlamento Europeu, por sua parte, em uma resolução em janeiro de 1999 sobre meio ambientem segurança e política exterior havia sinalado que a HAARP manipulava o meio ambiente com fins militares e solicitava que a mesma fosse objeto de avaliação por parte da STOA no que se referia a suas repercussões sobre o meio ambiente local e sobre a saúde pública em geral. Nessa mesma resolução, o Parlamento Europeu pedia que fosse realizada uma convenção internacional para a proibição mundial de qualquer tipo de projeto que possam permitir qualquer forma de manipulação de seres humanos. 


Teorias de Conspiração: 

   O projeto HAARP tem sido tema de numerosas teorias de conspiração; acusado de ocultar seu verdadeiro propósito. O jornalista Sharon Weinberger chamou o HAARP de “O Moby Dick das conspirações”. Já David Naiditch fala que o projeto pode ocasionar catástrofes como inunações, secas, furacões e terremotos devastadores. Os teóricos da conspiração também ponderaram a possibilidade que o HAARP pode ter desempenhado um papel devastador nos terremotos ocorridos em Sichuan (China) em 2008 e no Haiti em 2010. 

   Um artigo divulgado na TV venezuelana de propriedade do presidente Hugo Chavez, assim como seu site oficial culpou o HAARP como causa dos terremotos no Haiti e no Chile, apesar de serem comuns atividades sísmicas nesses países.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A Cientologia - Conceitos Básicos

   As doutrinas da cientologia foram estabelecidas por L. Ron Hubbard durante cerca de 33 anos, desde 1952 até sua morte em 1986 e difundidas em forma de milhares de conferências, livros, política e etc. 
   
   A maioria dos princípios básicos se apresentam durante os primeiros 15 anos de sua existência, dedicando posteriormente a maior parte de seu tempo aos mais exotéricos níveis superiores dos sistema de crenças científicas. 

   Segundo a doutrina da cientologia. Xenu era o ditador da “conferência galática” há 35 milhões de anos atrás, que trouxe milhões de pessoas a terra em naves espaciais. Em seguida, os desembarcou ao redor de vulcões e os aniquilou com bombas de hidrogênio. Suas almas se agruparam e se fundiram aos corpos dos vivos. A história de Xenu é uma pequena parte da grande gama de crenças da cientologia sobre civilizações extraterrestes e suas intervenções em acontecimentos na terra, em conjuntos descritos como uma obra de ficção científica sobre as viagens de L. Ron Hubbard ao espaço. Na história de Xenu se deiu a introdução do emprego do Vulcán como um símbolo da cientologia e dianética, que persiste até os dias de hoje. 

   As crenças centrais da cientologia são que cada pessoa é um ser espiritual imortal (chamado de thetan) que possui uma mente e um corpo, e que as pessoas são basicamente boas. A vida que cada um deveria levar é a de educação, conhecimento e melhora espiritual e ética contínua, para poder assim ser feliz e alcançar a salvação definitiva, assim como ser mais efetivo na criação de um mundo melhor. 

   A cientologia afirma oferecer metodologias especificas para as pessoas conseguirem isto. Outro principio básico da cientologia é que há 3 componentes básicos interrelacionados que são o verdadeiro fundamento do “estado de viver” vitorioso: afinidade, realidade e comunicação. Hubbard chamou isto de “triângulo ARC”. Os cientólogos utilizam o ARC para melhorar suas vidas, baseando-se na crença de que se elevarem um aspecto do triângulo, incrementam os outros dois. Na tentativa de esclarecer o conceito de mentes consciente, subconsciente e inconsciente, Hubbard escreveu que a mente do homem está estruturada em duas partes; a mente analítica e a mente reativa. Ele descreve a mente analítica como a parte positiva, racional e calculista, enquanto a reativa funciona a base de estímulos e respostas. 

   Os cientólogos crêem que a mente reativa é a raiz da angustia individual, assim como das derrocatas da humanidade e sua incapacidade de criar sociedades duradouras, prósperas e saudáveis. A igreja da cientologia afirma que sua finalidade é um mundo sem guerra, sem crimes e nem loucuras, onde as pessoas boas e decentes tenham a liberdade de alcançar sua metas. Conforme um individuo avança na hierarquia da organização, demonstrando estar mais comprometido com ela, vão lhe sendo revelado detalhes sobre as crenças da cientologia. Os níveis desta hierarquia são chamados de níveis OT.

sábado, 3 de abril de 2010

As Pirâmides Chinesas

   A grande maioria das pessoas desconhecem o fato da existência de pirâmides na China, tal como as do Egito e as da América. 

   Segundo a lenda chinesa, as pirâmides, que são mais de cem descobertas, são o legado de visitantes extraterrestres. 

   Na virada do século XX, dois comerciantes australianos que estavam na planície de Qin Chuan, na China central, descobriram mais de cem pirâmides. Indagaram então o guarda de um monastério da região sobre as tais pirâmides e sua história. 

   De acordo com os registros desse monastério, as pirâmides teriam aproximadamente 5.000 anos, da época dos velhos impérios chineses, onde tais imperadores enfatizavam o fato de não serem seres terrestres, mas sim "filhos do céu" que haviam descido a este planeta nos Dragões de metal ardente e que as pirâmides haviam sido construídas por visitantes do espaço sideral. 

   Todas as pirâmides, construídas de argila e terra (e não de pedras, como as do Egito) estão situadas na planície de Qin Chuan e variam entre 25 a 100 metros de altura, salvo a Grande Pirâmide branca, situada mais ao norte, e que tem aproximadamente 300 metros de altura. 

   Elas foram fotografadas pela primeira vez durante a Segunda Guerra Mundial, por um piloto da United States Air Force, que fazia um voo de abastecimento para as forças chinesas vindo de Assam, no norte da Índia, quando problemas no motor fizeram com que ele viajasse em baixa altitude. 

   Em 1994, o pesquisador alemão Hartwig Hausdorf viajou pela região, gravou dezoito minutos em vídeo e montou um relatório de suas pesquisas chamado "Die Weisse Pyramide" (Grande Pirâmide Branca). 

   Numa entrevista concedida a uma rádio americana, Hausdorf falou sobre as Pirâmides Chinesas e de um extraordinário acidente com um OVNI na mesma região. Ele descreve um grande número de túmulos que contêm esqueletos de estranhos humanóides, com cabeça grande e altura de 1,5 m. Além disso, junto deles, estavam centenas de discos de granito com estranhos hieróglifos. 

   A tradução destes Hieróglifos fala que há dois mil anos houve uma colisão de um objeto "vindo do espaço" e cita a existência de seres humanóides, magros, amarelados e de cabeça grande que caíram do céu... 

   Se elas foram construídas ou não por estes seres, nunca, talvez, o saberemos. O certo é que elas existem, majestosas, no meio das planícies, guardando mistérios que os arqueólogos chineses tentam decifrar. 


Créditos pro site: www.pt.shvoong.com 
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

As Origens do Paganismo

   Pagão é uma expressão que no Ocidente, especialmente entre pessoas religiosas, costuma se empregar para qualificar pessoas que têm crenças religiosas diferentes do judaísmo, cristianismo ou islamismo. Um termo diferente é o de "infiel", que principalmente na religião católica e islâmica designa a todos aqueles que não compartilham sua religião, incluindo às pessoas ateias.

   Etimologicamente, prove do latim paganus, que literalmente significa: homem do campo, camponês, aldeão. O termo procede da época imperial romana, onde o cristianismo se converteu em religião oficial do Império e foi utilizado para denominar e perseguir as antigas religiões europeias. 

   Os "infieis" se diferenciavam dos hereges, devido ao fato de que, aos primeiros desconheciam a religião cristã ou não lhes tinha sido apresentada adequadamente. Os hereges, em mudança são cristãos que discrepam de certos elementos de fé que outros cristãos consideram como fundamentais em sua religião. Por exemplo, os católicos consideravam tradicionalmente como hereges aos cristãos que não compartilham, em todo ou em parte, o conjunto de dogmas aceitados pela Igreja Católica, como os membros das diversas denominações protestantes, unitarios, mormones, etc. 

   Em uma nota ao final do capítulo XXI da Decadência e Queda do Império Romano, Edward Gibbon rastreia a origem e uso da palavra “pagão”. A ideia que agora é comum na literatura de que os adoradores dos antigos deuses começaram a ser chamados pagãos quando seu culto tinha desaparecido das cidades e tinha tomado refúgio nos povos (pagi), é inexata. Os decretos imperiais contra a antiga religião fala de seus devotos como pagãos no ano 365 d. C., quando eles eram ainda a grande maioria nas cidades romanas; e a mesma palavra no sentido de “pueblerinos” (pagãos) usou-se no mínimo desde o primeiro século de era cristã. A etimología se emparenta diretamente com o termo "pagus" (povo), do qual hoje se segue usando pagamento, como sinônimo do povo de origem, ou o povo onde habita uma pessoa. 

   Tácito e Juvenal indicam que em seu tempo começou a ser aplicada àqueles –geralmente camponeses- que não eram chamados para o serviço militar e não tomavam o juramento militar (sacramentum). Já que os cristãos consideravam-se a si mesmos os soldados de Cristo, tomaram prestada a palavra “sacramento”, e chamaram àqueles que não tomavam seu juramento “pagãos”, do mesmo modo que antes se chamava àqueles que não faziam o juramento para o serviço militar. 

   Assim o assinala Tertuliano em De Coroa Militis, X. Os cultos politeístas perduraram mais nos povos, mas no quarto século, quando a palavra “pagão” era usada no sentido que se usa hoje, as cidades eram lugares onde os deuses da Grécia e Roma ainda eram fortes. Juan Crisóstomo diz, em um sermão do ano 385 D.C., que os cristãos eram somente um quinto da população de Antioquia, e há ampla evidência de que o mesmo sucedia em Roma. 

   O termo pagão e seus equivalentes em outros idiomas também têm sido utilizados por correntes cristãs para designar a outras que se definem como cristãs mas conservam cultos sincréticos que recordam ao paganismo. Por exemplo, na Igreja de Bizancio os iconoclastas consideravam paganismo o culto às imagens dos iconodulas. Para alguns; poucos mas certos teólogos e propagandistas protestantes o culto aos santos da Igreja Católica de Roma é paganismo. Igualmente, alguns eclesiásticos católicos europeus qualificavam como pagãs ou segundo quais semi-pagãs práticas sincréticas dos nativos americanos ou asiáticos evangelizados. 

   Durante séculos os textos que utilizam este termo são principalmente cristãos. No entanto, desde o século XIX, o desenvolvimento de um ocultismo ilustrado na civilização ocidental tem levado a que alguns cultos se definissem a si mesmos como pagãos e recuperem antigas tradições pagãs européias. É o que às vezes se chama Neopaganismo. Ainda que o termo pagão tenha sido usado para referir às religiões politeístas como o hinduismo, o animismo, o Vudú e as religiões afro-americanas, o chamanismo amerindio, o shinto, a religião tradicional chinesa, e erroneamente até ao budismo (o qual em realidade não adora a nenhum deus), o verdadeiro é que estas comunidades religiosas muito freqüentemente preferem outros termos. 

   Os seguidores do neopaganismo são dos poucos grupos religiosos que se autoproclamam orgulhosamente como pagãos. 
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A Pedra Filosofal

   Segundo a alquimia a pedra filosofal é uma substancia que teria propriedades extraordinárias, como a capacidade de transformar qualquer metal em ouro.

   Suas supostas origens parecem estar em uma antiga teoria que propõe analisar os elementos Aristotélicos atendendo a suas quatro "qualidades básicas": calor, frio, seca e humidade. O fogo seria quente e seco, a terra fria e seca, a agua fria e húmida e o ar quente e húmido. Mas a teoria ainda propõe que cada metal é uma combinação desses quatro princípios. Dessa teoria resulta o fenômeno da transmutação, ou seja, a mudança da natureza de um elemento em função da mudança de suas qualidades.

   A pedra filosofal junto com o elixir da vida eram muito cobiçados, porque supostamente teriam virtudes maravilhosas, não só a de conseguir ouro mas também a de curar enfermidades e conceder a imortalidade.

   Para a fabricação do ouro buscava-se um material que facilitasse a mistura de mercurio e enxofre porque acreditava-se que esse era o caminho certo. A partir dessa mistura encontrariam o metal nobre.

   Estes dois aspectos estão relacionados a uma característica do ouro que se oxida mais lentamente que outros metais, isto é, o ouro é "imortal", portanto se descobriam como fazer ouro a partir de outros elementos, talvez poderiam tornar o corpo humano em imortal.

   Um das lendas sobre a pedra filosofal conta que a pessoa que a possui pode transfomar metais em ouro, porém seu uso constante faz com que a pessoa que a usa vai, pouco a pouco, se transformando em ouro também. Pois seria isso um abuso aos poderes da pedra.

   Existem vertentes mais místicas da alquimia que creem que, na verdade, a pedra filosofal não é física e sim uma metáfora do aperfeiçoamento espiritual.

   Por outra lado, acredita-se que os verdadeiros alquimistas escondem a verdadeira forma de conseguir a pedra. Não existe um tratado alquímico que seja claro, por isso se dão distintos nomes as substancias utilizadas (por exemplo; o fogo alquímico é diferente do fogo comum). Isso tem como finalidade, dificultar a construção da pedra por outras pessoas.

   Segundo a alquimia é necessário que para realizar as três fases do "magistério" (nome dado as três fases que devem ser feitas para que se construa a pedra), obtenha-se uma chama de fogo acesa queimando a matéria prima da pedra durante anos, pois o alquimista pretende "imitar" a natureza, o que leva tempo e deve ter paciência para criar algo.

   Por essa razão, se diz que para criar a pedra deve-se pelo menos viver 20 anos, que é o tempo necessário para que os aprendizes investiguem e aprendam a elaboração exitosa.

   Com o tempo, a transmutação, foi substituída pelo crescente conhecimento acerca das reações químicas e a natureza dos elementos químicos deixa cada vez mais claro que, cientificamente, a transformação de metais em ouro é praticamente impossível.

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sábado, 6 de junho de 2009

O Catarismo

   O catarismo é a doutrina dos cátaros (ou albigenses), um movimento religioso de caráter gnóstico que se propagou pela Europa Ocidental em meados do século X, conseguindo assentar para o século XIII em terras de Languedoc.

   Os chamados cátaros eram um movimento religioso-cultural, propulsor de uma nova ordem social a partir do ascetismo. Com influências do maniqueísmo em suas etapas pauliciana e bogomila, o catarismo propunha uma dualidade criadora: Deus e Satanás. 

   Em resposta, a Igreja Católica considerou suas doutrinas como heréticas. Depois de uma tentativa missionária, e em frente a sua crescente influência e extensão, a Igreja terminou por invocar o apoio da coroa da França, para conseguir sua erradicação a partir de 1209 mediante a Cruzada albigense.

   No final do século XIII, o movimento, debilitado, entrou na clandestinidade, mas desde a segunda metade do século XX, o catarismo é objeto de investigações e de um esforço por integrar sua lembrança à identidade das regiões onde se encontrava seu foco central de influência: o Languedoc e a Provenza, regiões do "Midi" ou terço sul da França. 

   As doutrinas cátaras chegaram, provavelmente, da Europa oriental através de rotas comerciais. 

   Os albigenses também receberam o nome de búlgaros (Bougres) e, ao que parece, mantiveram assim mesmo relações com os bogomilos de Tracia. Ao que parece suas doutrinas tiveram grandes similitudes com as dos bogomilos e inclusive mais com as dos paulicianos, com quem estiveram ligados. No entanto, é difícil formar-se uma ideia exata das doutrinas cátaras, já que existem poucos de seus textos. 

   Os escassos textos cátaros que ainda existem (Rituel cathare de Lyon e Nouveau Testament em provençal) contêm escassa informação a respeito de suas crenças e práticas morais. 

   Os cátaros caracterizavam-se por uma teología dual, baseada na crença de que o universo estava composto por dois mundos em conflito, um espiritual criado por Deus e o outro material forjado por Satanás. Segundo os autores católicos tradicionais, esta era uma característica distintiva do gnosticismo, certa corrente residual do neoplatonismo (Plotino foi antignóstico), principalmente o maniqueísmo e depois a teología dos bogomilos. 

   Provavelmente, esta ideia também tinha sido influída por outras antigas linhas de pensamento gnósticas. De acordo com os cátaros, o mundo tinha sido criado por uma deidade diabólica conhecida pelos gnósticos como o Demiurgo. Os cátaros identificaram ao Demiurgo com o ser ao que os cristãos denominavam Satanás. No entanto, os gnósticos do século I não tinham feito esta identificação, provavelmente porque o conceito do diabo não era popular naquela época, enquanto se foi fazendo mais e mais popular durante a Idade média. 

   Segundo o entendimento cátaro, o Reino de Deus não é deste mundo. Deus criou céus e almas. O mundo material, o mau, as guerras e à Igreja Católica. Ela com sua realidade terrena e a difusão da fé na Encarnação de Cristo, era uma ferramenta de corrupção. Segundo os cátaros, os homens são uma realidade transitória, uma “vestidura” da simiente angélica. Afirmam que o pecado se produziu no céu e que se perpetuou na carne. A doutrina católica tradicional, em mudança, considera que aquele veio dado por causa da carne e contagia no presente ao homem interior, ao espírito, que estaria em um estado de queda como conseqüência do pecado original. 

   Para os católicos, a fé em Deus isenta, enquanto para os cátaros exige um conhecimento (uma gnosis) do estado anterior do espírito para purgar sua existência mundana e uma transformação pessoal a partir de dito conhecimento. Não existe neles uma submissão ao dado, à matéria, que não seria mais que um sofisma tenebroso que obstaculiza a salvação. 

   Comumente, a cerimônia de eliminação dos pecados, chamada consolamentum, levava-se a cabo em pessoas a ponto de morrer. Após recebê-lo, o crente era alentado para deixar de comer a fim de acelerar a morte e evitar a "contaminação" do mundo. O consolamentum era o único sacramento da fé cátara. Não tinham nenhum rito matrimonial, senão que apresentavam uma forte oposição a este. Segundo as fontes inquisitoriais, entre os sectarios estava permitida a prática da homossexualidade (que nessa época se denominava «sodomía»). Os cátaros compreendiam a virgindade como a abstenção de todo o que é capaz de “aterrorizar” o composto espiritual, como a imagem universal da vida, que deixa realizar o divino potencial. 

   Ensinavam que Deus obsequia os meios necessários, em primeiro lugar o mistério do consolamentum (consolo) ou o batismo espiritual - o sacramento da obtenção do Espírito Santo – que define e consagra a vida futura da pessoa. Os cátaros tinham também outras crenças que eram contrárias à doutrina católica. Em suas polêmicas diziam (parafraseando) que Jesus tinha sido um aparecimento que mostrou o caminho a Deus. Achavam que não era possível que um Deus bom (de natureza espiritual) se tivesse reencarnado em forma material, já que todos os objetos materiais estavam contaminados pelo pecado. Esta crença específica denominava-se docetismo. Mais ainda, achavam que o deus Yahvé do Antigo Testamento era em verdade o diabo, já que tinha criado o mundo e devido também a suas qualidades («zeloso», «vingativo», «de sangue») e a suas atividades como «Deus da Guerra». Negando assim toda veracidade do antigo testamento. 

   Uma das ideias que resultaram mais heréticas na Europa feudal foi a crença de que os juramentos eram um pecado, já que uniam às pessoas com o mundo material. Denominar aos juramentos pecado era muito perigoso em uma sociedade na que o analfabetismo era norma comum e quase todas as transações comerciais e compromissos de fidelidade se baseavam em juramentos. Daí que fossem considerados um perigo para o estado. Ao chegar ao século XIII, a fé cátara já entrou firmemente na vida occitana. Os castelos situados nas montanhas sobre o mar fizeram-se a expressão física das alturas espirituais, nas quais habitavam os cátaros. 
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quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Lenda Hopi

   Os hopis são uma nação indígena dos Estados Unidos da América, que vivem principalmente na Reserva Hopi, no noroeste do estado de Arizona. Seus costumes e tradições se adentram no mais profundo da pré-história, mas não em sua atual localização, senão em um longínquo território que os hopis chamavam "Kasskara", e que foi vítima de guerras e cataclismos que esteve a ponto de exterminar a toda sua raça. 

   De acordo com a tradição hopi, a história da humanidade está dividida em períodos que eles denominam mundos, os quais estão separados entre si por terríveis catástrofes naturais: o primeiro mundo sucumbiu pelo fogo, o segundo pelo gelo e o terceiro pela água. Nosso atual mundo, que é o quarto segundo suas profecias, está chegando a seu fim, e dará lugar a um novo mundo em um futuro não muito longínquo. Ao todo, a humanidade deverá percorrer sete períodos. 

   Os índios hopis afirmam que seus antepassados foram visitados por seres procedentes das estrelas que se deslocavam em escudos volantes ou pássaros tronantes e dominavam a arte de cortar e transportar enormes blocos de pedra, bem como de construir túneis e instalações subterrâneas. Estes salvadores eram os "katchinas", que significa "sábios, ilustres e respeitados". 

   Os katchinas conseguiram pôr a salvo a seu povo de um destes cataclismos, e deles aprenderam a observar as estrelas, cortar raízes, aplicar leis e uma longa lista mais de atividades. Multiplicaram-se como povo, e deles surgiram novos clãs e nações que se estenderam por toda América. Os katchinas ajudaram aos eleitos a transladar-se a novas terras. Este fato marcou o fim do terceiro mundo e o começo do quarto. A população, de acordo com a lembrança tradicional dos hopis, chegou à nova terra por caminhos diferentes: os selecionados para percorrê-la, inspecioná-la e prepará-la, foram levados ali por ar, a bordo dos escudos dos katchinas. O grande resto da população teve que salvar a enorme distância a bordo de barcas. 

   É preciso esclarecer que, desde o primeiro mundo, os humanos estavam em contato com os katchinas. Tratava-se de seres visíveis, de aparência humana, que nunca foram tomados por deuses senão somente como seres com conhecimentos e potencial superiores aos do ser humano. Eram capazes de transladar pelo ar a grandes velocidades, e de aterrissar em qualquer lugar. Dado que tratava-se de seres corpóreos, precisavam para estas deslocações uns artefatos voadores que recebiam diversos nomes. Hoje em dia os katchinas já não existem na terra. Em um dia os katchinas deixaram-lhes, regressaram às estrelas e os povos esqueceram os ensinos de seus mestres. 

   Os hopis, como fiéis seguidores das tradições de seus antecessores, continuam esperando o regresso de seus mestres para quando termine o mundo atual. À espera deste ansiado regresso, os hopis têm vindo fabricando rigorosamente com o mesmo desenho, geração depois de geração, umas máscaras e bonecos que, igual seus mestres, chamam-se katchinas. Estes bonecos portam estranhas indumentárias e capacetes, bem como representações de animais com uma forte conotação simbólica, para ressaltar o caráter individual dos verdadeiros katchinas ou mestres a quem representam. Também estes bonecos são a forma idónea de que os meninos joguem, não se assustem e reconheçam aos katchinas quando estes regressem de novo. Segundo os hopis, os primeiros sinais proféticos para que isto se suceda já estão aparecendo. 
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