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quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Biblioteca de Alexandria


Durante uns sete séculos, entre os anos de 280 a.C. a 416, a biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de cultura e ciência que existiu na antigüidade. Ela não contentou-se em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, mas por igual tornou-se uma fonte de instigação a que os homens de ciência e de letras desbravassem o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um notável legado para o desenvolvimento geral da humanidade.

Fundando uma biblioteca

Fascinada por leituras, a jovem princesa Cleópatra visitava quase que diariamente a grande biblioteca da cidade de Alexandria. Mesmo quando César ocupou a maior parte da cidade, no ano de 48 a.C., ela, sua amante e protegida, o fazia acompanhá-la na busca de novas narrativas. O conquistador romano, também um homem de letras, um historiador, ficara impressionado com a desenvoltura cultural dela. Acoplada ao Museu, mandando construir pelo seu ilustre antepassado e fundador da dinastia, o rei do Egito Ptolomeu I Sóter (o Salvador), que reinou de 305 a 283 a.C., a biblioteca tornara-se, até aquela época, o maior referencial cientifico e cultural do Mundo Antigo. Tudo indica que o erguimento daquele magnífico edifício no bairro do Bruquéion, nas proximidades do palácio real, deveu-se a insistência de Demétrio de Falério, um talentoso filósofo exilado que encheu os ouvidos de Ptolomeu para que ele tornasse Alexandria uma rival cultural de Atenas.

Mudar o Egito

Quem realmente levou a tarefa adiante foi o sucessor dele, Ptolomeu Filadelfo (o amado da irmã) que, além de ter erguido o famoso farol na ilha de Faro e aberto um canal que ligava o rio Nilo ao Delta, , logo percebeu as implicações políticas de fazer do Museu e da Biblioteca um poderoso enclave da cultura grega naquela parte do mundo. A nova dinastia de origem grega, chamada dos Lágidas, que passara a governar o país dos faraós, ao tempo em que se afirmava no poder, desejou também transformá-lo. Desencravando o trono real da cidade de Mênfis, situada nas margens do rio Nilo, no interior, transferindo-o para Alexandria, nas beiras do mar Mediterrâneo, a nova capital tinha a função de arrancar o milenaríssimo reino do sarcófago em que o enterraram por séculos, abrindo-lhe a cripta para que novos ares adentrassem.

Fazer com que o povo, ou pelo menos sua elite, se livrasse de ser tiranizados por sacerdotes e mágicos de ocasião que infestavam o pais. Gente que só pensava em viver num outro mundo, o do Além, e como seriam sepultados. Era o momento deles darem um basta ao Vale dos Mortos e celebrar os hinos à vida, exaltada pela cultura helenística. Mesmo os horrores de uma tragédia de Ésquilo ou Sófocles tinham mais emoção e paixão do que o soturno Livro dos Mortos. Era a hora das múmias e dos embalsamadores cederem o seu lugar aos sátiros e aos cientistas, de pararem de adorar o Boi Apis e se convertessem ao culto dos deuses antropomórficos. Filadelfo, porém, que era um entusiasta da ciência, num ato sincrético, fundindo costumes gregos com egípcios, resolveu reintroduzir o antigo cerimonial existente entre as dinastias do país do faraó esposar a própria irmã, tornando a princesa Arsinoe II a sua mulher. Dizem que um outro Ptolomeu, dito Evergetes (o Benfeitor), morto em 221 a.C., ficou tão obsecado em aumentar o acervo da biblioteca que teria ordenado a apreensão de qualquer livro trazido por um estrangeiro, o qual era imediatamente levado aos escribas que então tiravam uma cópia, devolvendo depois o original ao dono, premiado com 15 talentos.

Por essa altura, entre os séculos II e I a.C., Alexandria , que fora fundada por Alexandre o Grande em 332 a.C., assumira, com todos os méritos, ser a capital do mundo helenistico. Centro cosmopolita, por suas ruas, praças e mercados, circulavam gregos, judeus, assírios, sírios, persas, árabes, babilônios, romanos, cartagineses, gauleses, iberos, e de tantas outras nações. A efervescência dai resultante, é que fez com que ela se tornasse um espécie de Paris ou de Nova Iorque daquela época, cuja ênfase maior foi porém a ciência e a filosofia.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Livro dos Mortos


O Livro dos Mortos, ou Peri Em Heru "Livro para sair ao dia", é um texto funerario composto por um conjunto de fórmulas mágicas ou sortilegios, rau, que ajudavam ao difunto, em sua estância na Duat (inframundo na mitología egípcia), a superar o julgamento de Osiris, e viajar ao Aaru.

A redação do Livro dos Mortos data-se durante o Império Novo, ainda que para encontrar suas origens teríamos que remontar aos Textos das Pirâmides do Império Antigo que evoluiu posteriormente nos Textos dos Sarcófagos do Império Médio.

Estas sucessivas transformações implicam que esta coleção heterogênea de fórmulas contenha textos funerarios de todas as épocas da história do Egito. Destacam três versões diferentes do Livro dos Mortos, que foram se sucedendo através da história:

* A versão heliopolitana, redigida pelos sacerdotes de Heliópolis para os faraós, encontra-se em alguns sarcófagos, estelas, papiros e tumbas das dinastías XI, XII e XIII, ainda que a essência prove de escritos primitivos.
* A versão tebana, escrita em jeroglíficos (e depois em hierático) sobre papiros, esta dividida em capítulos sem uma ordem determinada, ainda que a grande maioria tena um título. Usada durante as dinastias XVII, XVIII, XIX, XX e XXI já não só pelos faraós mas também por cidadãos.
* A versão saita deu lugar a sua máxima expressão na Dinastía XXVI do Egito, onde se fixaram a ordem dos capítulos, que vão permanecer invariáveis até o final do período Ptolemáico.

Dyedefhor, que gozou de grande fama como sábio e adivinho, é considerado o autor da prece do Livro dos Mortos pela tradição.

Até agora se conhecem um total de 192 capítulos, mas sua extensão é muito desigual. A extensão dos papiros variava segundo o poder adquisitivo da cada difunto, e uma vez que foi se popularizando, as versões mais econômicas eram realizadas 'em série' pelos templos e depois recheadas com o nome do comprador. A sucessão de fórmulas, sem ordem alguma e que chegam a variar de uns exemplares a outros têm, no entanto, uma lógica interna. Segundo o egiptólogo francês Paul Barguet, o Livro dos Mortos pode dividir do seguinte modo:

* Capítulos 1-16: "Sair ao dia" (oração); marcha para a necrópolis, hinos ao Sol e a Osíris.
* Capítulos 17-63: "Sair ao dia" (regeneração); triunfo e alegria; impotência dos inimigos; poder sobre os elementos.
* Capítulos 64-129: "Sair ao dia" (transfiguração); poder manifestar-se sob diversas formas, utilizar a barca solar e conhecer alguns mistérios. Regresso à tumba; julgamento ante o tribunal de Osiris.
* Capítulos 130-162: Textos de glorificação do morto, que devem ser lids ao longo do ano, em determinados dias feriados, para o culto funerário; serviço das oferendas. preservação da momia pelos amuletos.
* Capítulos 163-190: é um complemento de todo o anterior.

Capítulo 125

Talvez o capítulo mais famoso e importante do Livro dos Mortos, titulado "Fórmula para entrar na sala das duas Maat", no qual o difunto se apresenta ante o tribunal de Osiris. E superada a prova possa continuar seu caminho no mundo dos mortos, a Duat, até atingir os férteis campos de Aaru.

Este capítulo, de notória complexidade e extensão, contém os telefonemas "Confissões negativas", declarações de inocência que o difunto realizava ante os deuses do tribunal a fim de justificar suas ações pessoais, o que explica a grande importância moral que este capítulo significava para os antigos egípcios.
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terça-feira, 7 de abril de 2009

A Misteriosa Esfinge de Gizé


Entre os anos de 1816 e 1818, o capitão Giovanni Batista Caviglia se encarregou de desenterrar a Esfinge e os templos que a rodeiam. Sua proximidade com a pirâmide de Quéfren foi imediatamente a razão para associar sua construção a figura deste faraó, defendendo inclusive a tese de que o rosto da Esfinge é do próprio Quéfren (2520-2494 a.C.). Desde então essa teoría tem permanecido até nossos tempos, e uma das peças fundamentais de cronologia estabelecida da história do Egito por parte da egiptologia oficial.

Com 57 metros de longitude e quase 20 de altura, construídos em só um bloco de rocha natural, permanece grande parte de sua história enterradas pelas areias do deserto. Conta a lenda que por volta do ano 1400 a.C. o Faraó Tutmosis IV, um dia quando ainda era príncipe caiu cansado a smobra da cabeça da Esfinge que sobresia da areia, de repente a Esfinge abriu a boca e falou, dizendo-lhe que era o Deus Haratche-Chepere-Ra-Atón e que em troca do então príncipe desenterrá-lo, lhe prometia a coroa do Egito e o faria possuidor de riquezas inimagináveis.

Tal como as cronologias recolhidas por diversos autores, a Esfinge também sinalava que a história do Egito se remonta a muito mais tempo do que os estudos conseguem provar. J.A.West em colaboração com o geofísico Thomas Dobecki e o geólogo Robert Schoch da universidade de Boston, levaram a cabo uma minusciosa analise da rocha da Esfinge, o qual concluia que a formação da Esfinge poderia ser fruto da erosão da chuva. Mas, chuva no Egito? Quando?. Este era o ponto crucial, pois chuva no Egito existiu antes da mudança climática que assolou o deserto do Saara no fim da ultima era glacial.

Todos esses dados contaram com certa aprovação de muitíssimos geólogos depois da apresentação detalhada por parte de West à Sociedade de Geologia Norte-Americana, a qual prometeu fundos econômicos e ajuda técnica para a continuação dos estudos em Gizé. Porém a reação da egiptologia oficial não foi a esperada, pois pressionaram o governo egípcio para que proibisse a realização de provas geológicas a cerca da Esfinge, e trataram de desprestigiar esse tipo de estudo geológicos que haviam interferido na parcela de "uso e desfruto" da egiptologia oficial.
Novos dados e informes seguiram aparecendo, inclusive através de meios de prestígio como o "New York Times", onde através de fóruns, se questionava outro dogma da egiptologia clássica, que era o que mantém como tese mais aceita o fato de que o rosto da Esfinge é realmente o do faraó Quéfren.
Os resultados demonstravam quem em pouco ou nada se pareciam.

A ira da comunidade arqueológica oficial acabou por fazer o governo egípcio ceder, e que a partir de 1993 proibiu todo tipo de investigação de extrangeiros que não contassem com a aprovação d Sr Zahi Hawass e seus colegas acadêmicos.

Posteriormente novos detalhes apareceram, como o proposto por Robert Baubal e Graham Hancock, que afirmam que a grande desproporção existente entre a cabeça e o resto do corpo da esfinge os fazem crer com quase total segurança que a cabeça original da Esfinge se perdeu depois de alguma remodelação sofrida posterior a sua construção.

São muitos os textos antigos e lendas que apoiam a tese de que o rosto da Esfinge representa um deus, como assim conta na estela erigida a mando de Tutmosis IV, entre as garras da Esfinge depois do sonho em que a mesma o prometera o torno do Egito.

A respostas pra essas questões e outras a cerca da Esfinge permanecem perdidas e em parte escondidas por aqueles que crêem ter a verdade absoluta.

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Leia também:

* Os Mistérios das Pirâmides de Gizé
* O Zodíaco de Dendera


O Zodíaco de Dendera


O Zodíaco de Dendera é um conhecido Baixo-Relevo (uma forma escultórica utilizada na decoração de vários elementos arquitectónicos) do antigo Egito esculpido no teto da "pronaos" (entrada) de uma câmara dedicada a Osíris no templo de Hathor de Dendera, no Egito. E está exposto no Museu do Lovre em Paris.

O Zodíaco de Dendera contém imagens que parecem corresponder as constelações de Touro e Libra. Esta câmara está datada a finais do período ptolemaico e seu pronaos foi adicionado durante o reinado do imperador Tibério que ordenou a Jean-François Champollion a datar o relevo corretamente no período greco-romano, porém muitos de seus contamporâneos afirmam que datava o novo império.
A data mais aceita atualmente é que foi esculpido até o ano 50 a.c., pois mostra estrelas e planetas da maneira que estes eram observados nessa época. Existem teses que afirmam que o relevo do Zodíaco serviu de base para a criação de sistemas astronômicos posteriores.

Durante a era napoleônica no Egito, Vivant Denon desenhou o zodíaco circular e os retangulares. Em 1802, depois da expedição napolônica, Denon publicou várias gravuras do teto do templo em "Voyage dans la Basse et la Haute Egypte". Essas gravutas geraram grandes controvérsias em relação a data exata do zodíaco, e se era o planisfério ou uma representação astrológica. Louis Charles Antoine Desaix, também mebro da expedição, decidiu enviar o relevo a França e em 1821 a peça chegou a Paris e no ano seguinte foi instalada na Biblioteca Real por Luis XVIII. E em 1964 foi levado ao Museo do Lovre.


A descrição do Zodíaco:

O zodíaco é um planisfério ou mapa das estrelas, mostrando as 12 constelações zodiacais e os planetas.
Sua representação em forma circular é único na arte do antigo Egito, onde é mais normal as representações zodiacias de maneira retangular, como as que decoram a pronaos do mesmo templo ou os tetos astronômicos de uma das tumbas do Vale dos Reis.
A esfera celeste está representada por um circulo sustentado por quatro pilares em forma de mulheres. E no primeiro anel, 36 seres simbolizam os 360 dias do ano egípcio.
No círculo interior se encontram as constelações, mostrando os 12 signos do zodíaco. Algumas desses estão representados em sua forma habitual, como por exemplo Áries, Touro, Escorpião e Capricórnio, enquato outros se mostram como são conhecidos no Egito, como por exemplo Aquário, que está representado pelo deus das inundações Hapy, sustentando dois vasos que derramam água.


Segundo Albert Slosman (professor de matemática e membro da equipe da NASA encarregada das sondas Pioneer), uma característica importante em torno do Zodíaco de Dendera é a releção que o zodíaco estabelece com o nascimento da civilização egípcia a partir do êxodo dos Atlantes.
Sua teoria se baseia nas gravuras das pedra de Dendera, onde se descreve os detalhes deste êxodo que condiz com a história de Platão que havia estabelecido que origem da civilização egípcia se deu a partir do êxodo dos atlantes.
Em 1976, Slosmam publicou o livro "O grande cataclisma", que descreve com provas a veracidade deste êxodo há 12500 anos, data que aparece no zodíaco de Denderam representada pela constelação de Leão que, sobre um barco, parece guiar todo o conjunto.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Os Mistérios das Pirâmides de Gizé


As pirâmides do Egito são os mais apoteosos e emblemáticos monumentos dessa civilização, e em particular as três grandes pirâmides de Gizé, as tumbas ou cenotáfios dos faraós Quéops, Quefren e Mequerinios, cuja construção se remonta para a maioria dos estudiosos, ao período denominado Império Antigo do Egito.

Nos escritos das pirâmides, gravados durante o Império Antigo, existe um texto destinado ao faraó e sua pirâmide. Estes textos indicam a função da pirâmide; conter a "essencia" do faraó por toda a eternidade. Segundo os mesmo textos, o faraó ressucita e ascende aos céus para viver eternamente entre os deuses (transformado em estrela).

As pirâmides mostram, para sua época, o grande conhecimento dos técnicos egípcios e a capacidade organizativa necessária para erigir taismonumentos com meios muitos simples. A verdade é que não se sabe com certeza como se construíram as pirâmides, pois não há documentos antigos da época ou evidências claras que o afirmem.

As pirâmides de Gizé têm estimulado a imaginação humana. Quando foi erguida, a Grande Pirâmide tinha 145,75 m de altura (com o passar do tempo, perdeu 10 metros do seu cume). O ângulo de inclinação dos seus lados é de 54º54'. Sua base é um quadrado com 229 m de lado. Mas, apesar desse tamanho todo, é um quadrado quase perfeito - o maior erro entre o comprimento de cada lado não passa de 0,1%, algo em torno de 2 cm, o que é incrivelmente pequeno. A estrutura consiste em mais de 2 milhões de blocos de pedra, cada um pesando de duas a 20 toneladas.

Na face norte fica a entrada da pirâmide. Um número de corredores e galerias leva ao que seria a câmara mortuária do rei, localizada no "coração" da estrutura. O sarcófago é de granito preto e também está orientado com as direções da bússola. Surpreendentemente, o sarcófago é maior do que a entrada da câmara. Só pode ter sido colocado lá enquanto a construção progredia, um fato que evidencia a complexidade do projeto e como tudo foi cuidadosamente calculado.

São cálculos assombrosos. Por exemplo, se você tomar o perímetro da pirâmide e dividi-lo por duas vezes a sua altura, chegará ao número pi (3,14159...) até o décimo quinto dígito. As chances de esse fenômeno ocorrer por acaso são quase nulas. Até o século 6 d.C., o pi havia sido calculado só até o quarto dígito.

E isso é só o começo. A Grande Pirâmide pode ser a mais velha estrutura na face do planeta, é a mais corretamente orientada, com seus lados alinhados quase exatamente para o norte, sul, leste e oeste. É um mistério como os antigos egípcios conseguiram tamanha precisão sem utilizar uma bússola - assim com é incrível que até agora ninguém tenha aparecido com uma explicação para o enigma.

Ao que parece, todas as construções na planície de Gizé estão espetacularmente alinhadas. No solstício de verão, quando visto da Esfinge, o Sol se põe exatamente no centro da Grande Pirâmide e de sua vizinha, a pirâmide de Quéfren. No dia do solstício de inverno, visto da entrada da Grande Pirâmide, o Sol nasce exatamente do lado esquerdo da base da cabeça da Esfinge e passa toda a cabeça até se pôr ao lado direito de sua base. A geometria das três pirâmides tem sido uma fonte de confusão por muitos anos, por causa da maneira aparentemente imperfeita com que foram alinhadas. É curioso, porque foram os egípcios os inventores da geometria.

Por outro lado, a pirâmide está colocada num lugar muito especial na face da Terra - ela está no centro exato da superfície terrestre do planeta, dividindo a massa de terra em quadrantes aproximadamente iguais. O meridiano terrestre a 31º a leste de Greenwich e o paralelo a 30º ao norte do equador são as linhas que passam pela maior parte da superfície terrestre do globo. No lugar onde essas linhas se cruzam está a Grande Pirâmide, seus eixos norte-sul e leste-oeste alinhados com essas coordenadas. Em outras palavras, a Grande Pirâmide está no centro da superfície terrestre. Ela é, por assim dizer, o umbigo do mundo.

Muitos arquitetos e engenheiros que estudaram a pirâmide concordam que, com toda a tecnologia de hoje, não conseguiríamos construir uma igual. Será ? Às vezes as pessoas preferem acreditar em qualquer coisa menos na capacidade do gênio humano. Foi com essa intenção que, em 1944, um grupo de arqueólogos tentou construir uma réplica da pirâmide, sem usar a tecnologia moderna, nem mesmo a roda, mas seguindo uma escada proporcional de tamanho, tempo e número de operários 40 vezes menor. Isso resultaria justamente nos 10 m que faltam ao cume da Grande Pirâmide.

Robert Bauval e Adrian Gilbert tem um estudo astronômico sobre as pirâmides. Os dois publicaram suas descobertas preliminares no livro THE ORION MYSTERY, editado pela Heinemann. Eles também fizeram um documentário para a TV em 1995, lançando uma nova e intrigante luz sobre o assunto. Os pontos de vista expressados no livro e no documentário foram inicialmente desprezados pelos egiptólogos acadêmicos, mas, conforme as evidências foram reforçando sua teoria, mais e mais gente a foi aceitando.

Embora Virgina Trimble e Alexander Badawy tenham sido os primeiros a notar que os "respiradouros" da pirâmide de Quéops apontavam para a Constelação de Órion, aparentemente com o objetivo de mirar a alma do rei morto em direção àquela constelação, Bauval foi o primeiro a notar que o alinhamento das três pirâmides era uma acurada imagem espelhada das Três Marias, como são chamadas no Brasil as estrelas Alnitak, Alnilam e Mintaka, que formam o "cinturão" de Órion. A isso ele deu o nome de Teoria da Correlação, que forma a espinha dorsal de sua pesquisa.

Esses são apenas mais alguns mistérios em relação a essas incríveis pirâmides, que devido a sua história e origem enigmática, despertam os mais diversos tipos de teorias e estudos a seu respeito.