quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Lenda Hopi

   Os hopis são uma nação indígena dos Estados Unidos da América, que vivem principalmente na Reserva Hopi, no noroeste do estado de Arizona. Seus costumes e tradições se adentram no mais profundo da pré-história, mas não em sua atual localização, senão em um longínquo território que os hopis chamavam "Kasskara", e que foi vítima de guerras e cataclismos que esteve a ponto de exterminar a toda sua raça. 

   De acordo com a tradição hopi, a história da humanidade está dividida em períodos que eles denominam mundos, os quais estão separados entre si por terríveis catástrofes naturais: o primeiro mundo sucumbiu pelo fogo, o segundo pelo gelo e o terceiro pela água. Nosso atual mundo, que é o quarto segundo suas profecias, está chegando a seu fim, e dará lugar a um novo mundo em um futuro não muito longínquo. Ao todo, a humanidade deverá percorrer sete períodos. 

   Os índios hopis afirmam que seus antepassados foram visitados por seres procedentes das estrelas que se deslocavam em escudos volantes ou pássaros tronantes e dominavam a arte de cortar e transportar enormes blocos de pedra, bem como de construir túneis e instalações subterrâneas. Estes salvadores eram os "katchinas", que significa "sábios, ilustres e respeitados". 

   Os katchinas conseguiram pôr a salvo a seu povo de um destes cataclismos, e deles aprenderam a observar as estrelas, cortar raízes, aplicar leis e uma longa lista mais de atividades. Multiplicaram-se como povo, e deles surgiram novos clãs e nações que se estenderam por toda América. Os katchinas ajudaram aos eleitos a transladar-se a novas terras. Este fato marcou o fim do terceiro mundo e o começo do quarto. A população, de acordo com a lembrança tradicional dos hopis, chegou à nova terra por caminhos diferentes: os selecionados para percorrê-la, inspecioná-la e prepará-la, foram levados ali por ar, a bordo dos escudos dos katchinas. O grande resto da população teve que salvar a enorme distância a bordo de barcas. 

   É preciso esclarecer que, desde o primeiro mundo, os humanos estavam em contato com os katchinas. Tratava-se de seres visíveis, de aparência humana, que nunca foram tomados por deuses senão somente como seres com conhecimentos e potencial superiores aos do ser humano. Eram capazes de transladar pelo ar a grandes velocidades, e de aterrissar em qualquer lugar. Dado que tratava-se de seres corpóreos, precisavam para estas deslocações uns artefatos voadores que recebiam diversos nomes. Hoje em dia os katchinas já não existem na terra. Em um dia os katchinas deixaram-lhes, regressaram às estrelas e os povos esqueceram os ensinos de seus mestres. 

   Os hopis, como fiéis seguidores das tradições de seus antecessores, continuam esperando o regresso de seus mestres para quando termine o mundo atual. À espera deste ansiado regresso, os hopis têm vindo fabricando rigorosamente com o mesmo desenho, geração depois de geração, umas máscaras e bonecos que, igual seus mestres, chamam-se katchinas. Estes bonecos portam estranhas indumentárias e capacetes, bem como representações de animais com uma forte conotação simbólica, para ressaltar o caráter individual dos verdadeiros katchinas ou mestres a quem representam. Também estes bonecos são a forma idónea de que os meninos joguem, não se assustem e reconheçam aos katchinas quando estes regressem de novo. Segundo os hopis, os primeiros sinais proféticos para que isto se suceda já estão aparecendo. 
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O Oráculo de Delfos


Durante mais de 15 séculos, do nascimento ao fim da cultura grega antiga, o Oráculo de Delfos, ou templo de Apolo, serviu como local onde os peregrinos vindos das mais diversas latitudes do mundo helênico consultavam as pitonisas, as sacerdotisas oraculares, para saber qual o seu destino, da sua família ou da sua pátria. Delfos tornou-se um dos lugares sagrados mais venerados pelos gregos, sendo que suas previsões e predições tiveram enorme repercussão nos destinos de reis, de tiranos e de muita outra gente famosa daqueles tempos.

A lenda do oráculo de Delfos

Querendo medir com exatidão o centro do mundo, Zeus fez com que duas águias fossem soltas de lugares opostos da terra. Quando o vôo das duas se cruzou, ali bem embaixo o todo-poderoso determinou ser o local – uma pedra situada nas cercanias do monte Parnaso - do ônfalos, o umbigo do mundo. Anunciou então a todos que dali ele entraria em contato com quem desejasse fazer-lhe consultas ou pedir-lhe orientações.

Porém, a região era dominada pela monstruosa Píton, uma cobra gigantesca que espantava qualquer possibilidade de aproximação. Coube então a Apolo oferecer-se para enfrentar a serpente, representante das forças primitivas e irracionais, derrotando-a num formidável combate. O deus vitorioso sepultou os restos do ofídio monstruoso exatamente embaixo do solo em que se ergueu o templo de Delfos, no golfo de Corinto, local em que as mensagens de Zeus, por intermédio de Apolo, chegariam aos interessados.

O templo das previsões

Os peregrinos podiam desembarcar no pequeno porto de Kirrha ou ainda chegar por terra, seguindo uma via sacra que os conduzia para o alto, até às portas do templo de Apolo. No caminho, eles deviam fazer suas libações na fonte sagrada de Castalla, cujas águas serviam para purificá-los antes que a entrevista fosse realizada. Encravada na rocha havia a seguinte frase: “Ao bom peregrino basta-lhe uma gota, ao mau, nem um oceano poderia lavar a sua mancha”. Era preciso também realizar sacrifícios aos deuses, imolando um cordeiro ou de uma ave esganada e exposta às brasas.

Como a procura pelas previsões era muita, marcar uma audiência demorava um bom tempo, obrigando a que, com o passar dos anos, outras instalações fossem construídas para abrigar os visitantes, formando um verdadeiro complexo de pequenos santuários, habitações e pousadas para acolher aquela gente toda. Como observara Cícero (De advinationes), não havia povo ou corpo político conhecido que pudesse dispensar os adivinhos, os arúspices ou os magos, para levar a diante as suas empreitadas. A questão para a qual se desejava uma orientação era firmada numa tabuinha de argila e, em seguida, levada à uma das sacerdotisas, chamadas de pitonisas (referência à Píton). Entendida a mensagem, ela recolhia-se para o interior do templo e, sentada num trípode (um banco de três pés) começava a aspirar os “vapores divinos” que emanavam das rachaduras abertas no chão.

Dava-se então o momento do transe, quando a pitonisa, sob efeito do “fumo sagrado”, começava a dizer coisas sem nexo, palavras cifradas que aparentemente não tinham nenhum sentido, mas que eram religiosamente anotadas pelos sacerdotes. Esta linguagem críptica, confusa e enigmática, ficou conhecida como “sibilina”, talvez por ter sido associada a uma das pitonisas mais famosas chamada Sibila (nome adotado por várias outras sacerdotisas que a seguiram na função de serem as intermediárias entre Febo Apolo e os humanos).

Como uma delas, certa ocasião, foi seqüestrada e violentada, adotou-se o princípio de somente admitir mulheres maduras, de mais de cinqüenta anos e que não fossem atraentes, para não estimular mais tal tipo de brutalidade. Não somente o número de pitonisas aumentou, como igualmente abriram-se locais oraculares em outros sítios escavados nas rochas para poder, ainda que parcialmente, atender a infindável fila de peregrinos. É bem possível que a mastigação de folhas de louro por parte delas, para obter de imediato o transe necessário, fosse igualmente uma maneira mais rápida delas satisfazerem a clientela que não parava de chegar vinda dos quatro cantos da Hélade.

Glória e clausura

Estima-se que o oráculo de Delfos tenha começado a funcionar ao fim do segundo milênio antes de Cristo, isto é, entre 1200-1100 a.C. , tornando-se célebre, entre tantas outras coisas, por ter previsto o fim do reino da Lídia e eternizando-se para sempre na literatura ocidental ao ser citado na peça de Sófocles “Édipo Rei”, quando informara ao personagem central de que ele “mataria o pai e casaria com a própria mãe”. Não houve grega ou grego famoso naqueles quase mil e quinhentos anos de prática da vidência, que não lhe fizesse uma visita, tentado averiguar que futuro os aguardava.

Fazem parte da sua galeria ilustre uma boa quantidade de generais e conquistadores, inclusive os comandantes romanos que ocuparam a Grécia no século II a.C. Consta que, depois da sua quase destruição ocorrida no século VI a.C., quando o templo foi reconstruído com dotações pan-helênicas, coube ao imperador Nero submeter o oráculo de Delfos e suas cercanias a um saque que lhe rendeu mais de 500 estátuas levadas depois para Roma. O local foi fechado finalmente pelo imperador Teodósio, em 385, por ocasião da sua campanha antipagã , pois o cristianismo encaminhava-se para tornar-se a religião oficial do Império Romano e via aquele espaço oracular como um centro da superstição a ser combatida.

Porém, Delfos já se encontrava em total decadência bem antes de ser definitivamente enclausurado, naufragando com o declínio do paganismo. Quando o iconoclasta imperador Juliano, o Apóstata (331-363), mandou fazer uma consulta ao oráculo, dizem que a resposta enviada a ele pelos sacerdotes que ainda ali restavam foi: “Diga ao rei isso: o templo glorioso caiu em ruínas; Apolo já não tem um teto sobre a sua cabeça; as folhas dos lauréis estão silenciosas, as fontes e arroios proféticos estão mortos.”
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A Biblioteca de Alexandria


Durante uns sete séculos, entre os anos de 280 a.C. a 416, a biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de cultura e ciência que existiu na antigüidade. Ela não contentou-se em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, mas por igual tornou-se uma fonte de instigação a que os homens de ciência e de letras desbravassem o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um notável legado para o desenvolvimento geral da humanidade.

Fundando uma biblioteca

Fascinada por leituras, a jovem princesa Cleópatra visitava quase que diariamente a grande biblioteca da cidade de Alexandria. Mesmo quando César ocupou a maior parte da cidade, no ano de 48 a.C., ela, sua amante e protegida, o fazia acompanhá-la na busca de novas narrativas. O conquistador romano, também um homem de letras, um historiador, ficara impressionado com a desenvoltura cultural dela. Acoplada ao Museu, mandando construir pelo seu ilustre antepassado e fundador da dinastia, o rei do Egito Ptolomeu I Sóter (o Salvador), que reinou de 305 a 283 a.C., a biblioteca tornara-se, até aquela época, o maior referencial cientifico e cultural do Mundo Antigo. Tudo indica que o erguimento daquele magnífico edifício no bairro do Bruquéion, nas proximidades do palácio real, deveu-se a insistência de Demétrio de Falério, um talentoso filósofo exilado que encheu os ouvidos de Ptolomeu para que ele tornasse Alexandria uma rival cultural de Atenas.

Mudar o Egito

Quem realmente levou a tarefa adiante foi o sucessor dele, Ptolomeu Filadelfo (o amado da irmã) que, além de ter erguido o famoso farol na ilha de Faro e aberto um canal que ligava o rio Nilo ao Delta, , logo percebeu as implicações políticas de fazer do Museu e da Biblioteca um poderoso enclave da cultura grega naquela parte do mundo. A nova dinastia de origem grega, chamada dos Lágidas, que passara a governar o país dos faraós, ao tempo em que se afirmava no poder, desejou também transformá-lo. Desencravando o trono real da cidade de Mênfis, situada nas margens do rio Nilo, no interior, transferindo-o para Alexandria, nas beiras do mar Mediterrâneo, a nova capital tinha a função de arrancar o milenaríssimo reino do sarcófago em que o enterraram por séculos, abrindo-lhe a cripta para que novos ares adentrassem.

Fazer com que o povo, ou pelo menos sua elite, se livrasse de ser tiranizados por sacerdotes e mágicos de ocasião que infestavam o pais. Gente que só pensava em viver num outro mundo, o do Além, e como seriam sepultados. Era o momento deles darem um basta ao Vale dos Mortos e celebrar os hinos à vida, exaltada pela cultura helenística. Mesmo os horrores de uma tragédia de Ésquilo ou Sófocles tinham mais emoção e paixão do que o soturno Livro dos Mortos. Era a hora das múmias e dos embalsamadores cederem o seu lugar aos sátiros e aos cientistas, de pararem de adorar o Boi Apis e se convertessem ao culto dos deuses antropomórficos. Filadelfo, porém, que era um entusiasta da ciência, num ato sincrético, fundindo costumes gregos com egípcios, resolveu reintroduzir o antigo cerimonial existente entre as dinastias do país do faraó esposar a própria irmã, tornando a princesa Arsinoe II a sua mulher. Dizem que um outro Ptolomeu, dito Evergetes (o Benfeitor), morto em 221 a.C., ficou tão obsecado em aumentar o acervo da biblioteca que teria ordenado a apreensão de qualquer livro trazido por um estrangeiro, o qual era imediatamente levado aos escribas que então tiravam uma cópia, devolvendo depois o original ao dono, premiado com 15 talentos.

Por essa altura, entre os séculos II e I a.C., Alexandria , que fora fundada por Alexandre o Grande em 332 a.C., assumira, com todos os méritos, ser a capital do mundo helenistico. Centro cosmopolita, por suas ruas, praças e mercados, circulavam gregos, judeus, assírios, sírios, persas, árabes, babilônios, romanos, cartagineses, gauleses, iberos, e de tantas outras nações. A efervescência dai resultante, é que fez com que ela se tornasse um espécie de Paris ou de Nova Iorque daquela época, cuja ênfase maior foi porém a ciência e a filosofia.
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terça-feira, 26 de maio de 2009

O Cofre do Fim do Mundo


Um cofre que visa abrigar sementes de todas as variedades conhecidas no mundo de plantas com valor alimentício está sendo inaugurado na Noruega, já no Círculo Ártico.

Apelidada de o "cofre do fim do mundo", a Caixa Forte Internacional de Sementes, uma joint-venture da Noruega e da ONU, foi construída em uma ilha remota, Svalbard, em uma parceria entre o governo norueguês e a Organização das Nações Unidas (ONU).

A caixa forte, que começou a ser construída em março de 2007, fica a uma profundidade de 120 metros dentro da montanha de Spitsbergen, uma das quatro ilhas que compõem Svalbard.

O diretor do projeto, Kerry Fowler, afirmou que a iniciativa visa salvaguardar a agricultura mundial no caso de catástrofes futuras, como guerras nucleares, queda de asteróides e mudanças climáticas.

"Este é o plano B, a rede de segurança, a política de seguro. E sabemos que grande parte da diversidade está sendo perdida mesmo em bons bancos genéticos", disse.

Bilhões

Ao construir uma caixa forte dentro da montanha, o solo permanentemente gelado continuaria a fornecer refrigeração natural em caso de falha do sistema mecânico, explicou Fowler.

A Caixa Forte Internacional de Sementes é composta por três câmaras com a capacidade de guardar 4,5 bilhões amostras de sementes.

O professor Tore Skroppa, diretor do Instituto de Florestas e Paisagens da Noruega, que também participa do projeto, afirma que a mudança climática é um dos motivos da criação do banco de sementes, mas não é o único.

O professor disse à correspondente da BBC em Svalbard, Sarah Mukherjee, que mais de 40 países tiveram parte ou a totalidade de seus bancos de sementes destruídos nos últimos anos. Seja devido à guerra, como no Afeganistão e Iraque, ou devido a inundações ou outros desastres naturais, como nas Filipinas.

Embora a caixa forte norueguesa tenha sido projetada para proteger espécies de acontecimentos catastróficos, ela pode ser usada também como fonte de realimentação de bancos de sementes nacionais.

Muitos acreditam que a construção do cofre está ligada diretamente ao ano de 2012 e um possível cataclisma global de proporções fatais para a raça humana.

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sociedade Thule



A Sociedade Thule (em alemão Thule-Gesellschaft), originalmente Grupo de Estudo da Antiguidade Alemã (Studiengruppe für germanisches Altertum) foi um grupo ocultista e völkisch de Munique, notável principalmente por ser a organização que patrocinou ao Deutsche Arbeiterpartei (DAP), mais tarde transformado por Adolf Hitler no Partido nazista.

A Sociedade Thule foi fundada o 17 de agosto de 1918 por Rudolf von Sebottendorff, um ocultista alemão, como ramo muniquesa da Germanenorden, uma sociedade secreta também conhecida como Ordem dos Teutones (1912).
Von Sebottendorff sustentou mais tarde (os nazistas seguiam ainda no poder) que originalmente pretendia que a Sociedade Thule fosse um veículo para promover suas próprias teorias ocultistas, mas que a Germanenorden lhe pressionou para que desse ênfase nos temas políticos, nacionalistas e antisemitas.

O principal interesse da Sociedade Thule foi uma reivindicação sobre as origens da raça aria. "Thule" era um país situado pelos geógrafos grecorromanos no mais longínquo norte. A sociedade foi batizada em honra a ultima Thule (em latim ‘o norte mais distante’), mencionada pelo poeta romano Virgilio em seu poema épico A Eneida, que era a porção mais ao norte de Thule e se costuma assimilar a Escandinavia. Designada pela ariosofía capital da Hiperbórea.

A Sociedade Thule atraiu a uns 250 seguidores em Munique e uns 1.500 em toda Baviera. Seus encontros celebravam-se com freqüência no então luxuoso hotel Vier Jahreszeiten (As Quatro Estações) em Munich.
Os seguidores da Sociedade Thule, como admitiu o próprio von Sebottendorff, estavam pouco interessados em suas teorias ocultistas, mas muito no racismo e em combater a judeus e comunistas.

Depois do estabelecimento da República Soviética de Baviera, foram acusados de tentar infiltrar-se em seu governo e de ter tentado um golpe de Estado o 30 de abril de 1919. Durante esta tentativa, o governo soviético prendeu vários membros da Sociedade Thule e posteriormente os executou.

Depois que Hitler chegou ao poder, a Sociedade Thule foi uma das muitas organizações dissolvidas. Quando von Sebottendorff voltou a Alemanha e publicou um livro sobre a Sociedade Thule, Bevor Hitler kam, foi preso e o livro proibido.
Não obstante, argumentou-se que alguns membros de Thule e suas ideia foram incorporadas ao Terceiro Reich. Alguns dos ensinos da Sociedade Thule foram recolhidas nos livros de Alfred Rosenberg.

Como a seção Ahnenerbe das SS, e devido a seu passado ocultista, a Sociedade Thule se converteu no centro de muitas teorias conspiratórias sobre a Alemanha nazista. Tais teorias incluem a criação de uma nave espacial e de armas secretas. Devido a que o grupo ajudou a Hitler com suas habilidades de oratoria, alguns têm sugerido inclusive que a sociedade lhe concedeu de alguma forma poderes mágicos que contribuíram a seu posterior sucesso.

Também se afirma que a Thule-Gesellschaft contava com uma psíquica, Maria Orsitsch, que os convenceu de que a raça aria não era originaria da terra, senão que vinha da estrela Aldebarán.
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Ordo Templi Orientis


Ordo Templi Orientis (O.T.O.), significa a Ordem dos Templarios Orientais, ou Ordem do Templo do Leste; tem umas origens similares à A Hermética Ordem Do Golden Dawn e foi Fundada por Carl Kellner (1851-1905) no ano 1895 na Alemanha. Theodor Reuss (1855-1923) sucedeu a Kellner depois de sua morte, na direção da ordem.

O.T.O é uma Ordem Thelêmica Externa e a primeira das grandes Ordens do Velho Eón em aceitar o Livro da Lei recebido por Aleister Crowley em 1904 e.v. Este livro proclama um Novo Eón no pensamento humano, na cultura e na religião. O Eón surge de uma singela e suprema declaração: a lei de Thelema, que é FAZ TUA VONTADE.

Esta Lei não deveria se interpretar como uma licença para se entregar à cada capricho passageiro, mas sim como o mandato para descobrir a própria Verdadeira Vontade e a cumprir, deixando aos demais fazer o mesmo segundo suas próprias e singulares maneiras.

Todo homem e toda mulher é uma estrela". Em última instância, a Lei de Thelema só pode ser cumprida através dos esforços individuais da cada pessoa. Não obstante, muitos aspirantes dignos da Grande Obra de Thelema têm uma necessidade genuina de informação, guia, companherismo, ou simplesmente desejam a oportunidade de ajudar a seus colegas aspirantes e servir à humanidade.

Tem uma estrutura e um caráter Francomaçon e supõe-se que é de origem templaria.

Seus adeptos têm que ir adquirindo conhecimentos com técnicas como o yoga, o tantra, a magia sexual e com artes arcanas como a cábala, a alquimia e o simbolismo.

Em 1912, Reuss no periódico Oriflamme teria dito que a Ordem tinha posse do grande segredo Hermético , sendo que após a morte do próprio em 1924, Heirich Tränker teria feito de tudo para ter esse pretenso segredo, embora sua existência no poder da O.T.O. é deveras duvidoso.
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Ku Klux Klan


Ku Klux Klan (KKK) é o nome que têm adotado várias organizações nos Estados Unidos, que têm pregado a supremacía da raça branca, o antisemitismo, racismo, anticomunismo, xenofobia e o geocentrismo.

A primeira formação do Klan foi fundada no final de 1865 por veteranos do Exército dos Estados Confederados da América que, após a Guerra Civil, quiseram resistir à Reconstrução. A organização adotou rapidamente métodos violentos para conseguir seus fins. No entanto, teve uma reação que em pouco tempo levou à organização ao declive, pois as elites do sul viam ao Klan como um pretexto para que as tropas federais estivessem ativas nos Estados do Sul. O KKK foi formalmente dissolvido em 1870 pelo Presidente republicano Ulysses S. Grant, através da Ata de direitos civis de 1871 (conhecida como "A Ata Ku-Klux Klan").

Em 1915 fundou-se uma nova associação que utilizava o mesmo nome, inspirada pelo poder que tinham os meios de comunicação de massas. O filme O nascimento de uma nação, e o antisemitismo mostrado nas crônicas jornalísticas do julgamento e linchamiento do suposto assassino Leo Frank, contribuíram a dita inspiração. O segundo KKK foi uma organização mais formal, com membros registrados e com uma estrutura estatal e nacional. O número de membros chegou a ser de 4 a 5 milhões.

Desde então, vários agrupamentos diferentes têm utilizado o nome, incluindo às que se opunham à Ata de Direitos Civis, e à de segregação nas décadas de 1950 e 1960. Alguns membros destas organizações chegaram a ser condenados por diversos crimes. Ainda que dúzias de organizações empregam hoje todo ou parte do nome em seus títulos, a membresía real se estima em alguns milhares. Estes grupos, com operações separadas em pequenas unidades isoladas, são considerados grupos de ódio extremo.

Algumas das maiores organizações do KKK são:

* Igreja dos Cabaleiros Americanos do Ku Klux Klan (Church of the American Knights of the KKK, ou "KKKK")
* Klans Imperiais dos Estados Unidos (Imperial Klans of America)
* Cabaleiros da Kamelia Branca (Knights of the White Kamelia)
* Cabaleiros do Ku Klux Klan. Estão encabeçados pelo Pastor Diretor Nacional, e têm sua sede em Zinc, Arkansas. Dizem que são a maior organização do KKK atualmente, e se autodenominam "o Klan da sexta era".

Há outras organizações de menor tamanho que continuam usando o nome do Ku Klux Klan, em todo o país.
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terça-feira, 12 de maio de 2009

A Área 51


A Área 51 é uma instalação militar situada no centro da Base da Força Aérea de Nellis, a 170 km ao norte de Las Vegas (Nevada), e é propriedade do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e da Força Aérea. Aparentemente contém instalações onde se provam aeronaves secretas e é um dos lugares mais secretos do mundo.
O nome Área 51 prove de uma divisão em zonas que fez o governo estadounidense para a administração de serviços com a intenção de designar uma porção do deserto de Arizona.

É famosa como tema de muitas teorias de conspiração do fenômeno OVNI, já que para os seguidores e fanáticos de teorias conspiratórias, ovnis e extraterrestres, a Área 51 é uma base militar onde o governo dos Estados Unidos oculta, estuda, e experimenta tecnologia de origem extraterrestre.

O Governo de americano não reconhece explicitamente a existência das instalações da Área 51, nem a nega.
A área está protegida por estações de radar, sensores de movimento sob terra, e os visitantes inesperados se encontrarão com helicópteros e guardas armados. Se alguém se perde acidentalmente na exclusiva "caixa" ao redor deste espaço aéreo, inclusive os pilotos militares de treinamento da NAFR (National Air Force) são registrados como hostis.

A base não aparece nos mapas públicos do governo americano; o mapa topográfico da USGS (United States Geological Survey) sobre esta área só mostra a descontinua Mina Groom e a carta da aviação civil para Nevada mostra só uma grande área restringida, no entanto a define como parte do espaço aéreo restringido de Nellis. Igualmente a página do Atlas Nacional que mostra terrenos federais de Nevada.


A natureza reservada e a conexão com investigações de aeronaves desconhecidas, junto com fenômenos anormais, conduzem a Área 51 a se converter em uma peça central do folclore moderno dos Ovnis e teorias de conspiração. Algumas das atividades pouco convencionais que dizem estar em curso na área 51 incluem:

* O exame e investigação de uma nave espacial alienígena (incluindo material supostamente recuperado em Roswell), o estudo de seus ocupantes (vivos e mortos), e a manufatura de aeronaves baseadas em tecnologia alienígena. Bob Lazar afirmou ter estado envolvido em ditas atividades, e também afirmou que o motor destas naves funcionariam por meio do elemento químico nº 115, o "Ununpentium" (nome temporário dado ao elemento químico), e do qual só se puderam criar isótopos.
* Reuniões ou labores comuns com extraterrestres. O desenvolvimento de exóticas armas de energia (para aplicações de defesa estratégica SDI - Strategic Defense Initiative) e dispositivos para o controle do clima.
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Manuscrito Voynich


O manuscrito Voynich é um misterioso livro ilustrado de conteúdos desconhecidos, escrito faz uns 500 anos por um autor anônimo em um alfabeto não identificado e um idioma incomprensível, o denominado voynichês.

Ao longo de sua existência constatada, o manuscrito tem sido objeto de intensos estudos por numerosos criptógrafos profissionais e aficcionados. Esta sucessão de falhas tem convertido o manuscrito no Santo Graal da criptografía histórica, mas ao mesmo tempo tem alimentado a teoria de que o livro não é mais que um elaborado engano, uma sequência de símbolos sem sentido algum.

O nome do manuscrito deve-se ao especialista em livros antigos Wilfrid M. Voynich, quem o adquiriu em 1912 . Atualmente está catalogado como o ítem MS 408 na Biblioteca Beinecke de livros raros e manuscritos da Universidade de Yale.

O livro tem em torno de 240 páginas de pergaminho, com espaços vazios na numeração das mesmas, o que sugere que várias páginas foram extraviadas antes de sua compra por Voynich. Para evitar extravios posteriores o pai Petersen o fotocopiou em 1931, repartindo ditas cópias entre vários pesquisadores interessados em seu estudo e tentativa de tradução. Utilizou-se pluma de ave para escrever o texto e desenhar as figuras com pintura de cores; segundo pode se apreciar, o texto é posterior às figuras, já que em numerosas ocasiões o texto aparece tocando a borda das imagens, algo que não ocorreria se estas tivessem sido acrescentadas posteriormente.

Atribui-se aos primeiros proprietários reais do manuscrito a crença de sua autoria por parte de Roger Bacon (1214-1294). O manuscrito apresenta notáveis parecidos com uma obra do autor inglês Anthony Ascham, "A Little Herbal" (Um pequeno herbario), publicada em 1550. Os primeiros proprietários teóricos do manuscrito teriam sido Rodolfo II de Bohemia (1552-1612) (neto de Carlos V) e Jacobus Horcicky de Tepenecz (que o possuiria entre 1612 e 1622), quem a sua vez lho passaria a Georgius Barschius (quem em teoria o teria entre 1622-1665).
Permaneceria em mãos de Athanasius Kircher desde 1665 até 1680, sem que pudesse descifrarlo, passando à biblioteca do Collegio Romano (atualmente a Universidade Pontificia Gregoriana) até 1912, momento no que o compraria Wilfrid M. Voynich (entre 1912 e 1930) para passar posteriormente a sua viúva, Ethel Boole Voynich (entre 1930 e 1961), a Hans Peter Kraus (entre 1961 e 1969), o qual o cedeu à Universidade de Yale.
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Os Protocolos dos Sábios de Sião


Os protocolos dos sábios de Sião é um panfleto antisemita publicado pela primeira vez em 1903, na Rússia czarista cujo objetivo era justificar ideológicamente os pogromos que sofriam os judeus.
O texto seria a transcrição de supostas reuniões dos 'sábios de Sião', em que estes detalham os planos de uma conspiração judia, a qual estaria em controle da maçonaria e os movimentos comunistas, estendida por todas as nações da Terra, e teria como fim o poder mundial.

Os protocolos dos sábios de Sião é a publicação antisemita mais famosa e amplamente distribuída da época contemporânea. Suas afirmações a respeito dos judeus, continuam circulando até hoje, especialmente pela Internet.

Muito lido e citado por setores antisemitas, sua verdadeira autoria resulta confusa. A teoria mais aceita diz que foi obra dos serviços secretos czaristas, que buscavam desacreditar à esquerda bolchevique os acusando de colaborar com a conspiração judia expressada no livro (Marx, Trotsky e Kérensky, por exemplo, eram de ascendência judia). Os teóricos da conspiração assinalam geralmente que estas reuniões se teriam levado a cabo no Primeiro Congresso Sionista de Basilea (Suíça), de 20 a 31 de agosto de 1897, presidido por Theodor Herzl. No entanto, não há evidências disso.

Em dezembro de 1901, uma escura personagem conhecida como Sergei Nilus afirmou ter traduzido para o russo uns textos que em conjunto titulou Os protocolos dos sábios de Sião. Durante os primeiros quinze anos, os Protocolos tiveram escassa influência. A partir de 1917 venderam milhões de exemplares em mais de vinte idiomas.

Desmistificando

Os Protocolos é uma obra de ficção, escrita intencionalmente para culpar aos judeus de uma variedade de males. Os que a distribuem afirmam que documenta uma conspiração judia para dominar o mundo. Mas a conspiração e seus supostos líderes, referidos como "os sábios de Sião", nunca existiram.
A criação deste documento assinalou-se como um claro exemplo da persistência das teorias conspirativas que, em uma cojuntura política de crise social, avivam os preconceitos e as fobias ao proporcionar uma cartada ideológica para o antisemitismo. Assim, entre outras ações, este falso texto inspirou o massacre de 60.000 judeus na mãos das autoridades bielorrussas.

No Nazismo

Os Protocolos também passaram a ser parte da propaganda nazista para justificar a perseguição dos judeus. Converteu-se em leitura obrigatória para os estudantes alemães. No holocausto: a destruição do povo judeu na Europa (1933-1945), Nora Levin afirma que "Hitler utilizou os Protocolos como um manual em sua guerra de exterminio dos judeus"
A partir de agosto de 1921, Hitler começou a incorporar em seus discursos, e foram tema de estudo nas aulas alemãs após os nazistas chegarem ao poder. No apogeo da Segunda Guerra Mundial, Joseph Goebbels (ministro de propaganda nazista) proclamou: "Os protocolos dos sionistas são tão atuais hoje como o foram no dia em que foram publicados pela primeira vez".
Nas palavras de Norman Cohn, isto serviu para os nazistas como autorização do genocídio.
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